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Esposa de comerciante que morreu engasgado denuncia negligência de hospital em Itamaraju

O pequeno comerciante Flávio Cardoso da Silva, de 61 anos, morreu na segunda-feira, dia 26 de agosto, após se engasgar com um fragmento de osso. O caso aconteceu em Itamaraju e os parente de Flávio, especialmente a esposa Rita de Cássia, estão acusando o Hospital Municipal de Itamaraju (HMI), de negligência.

Segundo depoimento da senhora Rita de Cássia em vídeo gravado com um aparelho celular, seu marido engasgou-se na quinta-feira, dia 22 de agosto, quando se alimentava com costela e queixando-se de fortes dores, foi socorrido ao Hospital Municipal de Itamaraju. “A médica que o atendeu disse que o pedaço de osso tinha apenas ferido a garganta do meu marido e o liberou para voltar pra casa”, diz.

Nos dois dias seguintes (sexta-feira e sábado, 23 e 24 de agosto), ainda segundo a esposa, Flávio continuou sentindo dores e secreções já eram expelidas pela saliva, o que a obrigou a levá-lo novamente à mesma unidade de saúde. “Durante todo esse tempo não fizeram nada para salvar a vida do meu marido, um homem até então saudável. Só deram um Dipirona e uma nebulização. Se pelo menos um raio-X fosse feito no primeiro atendimento os médicos descobriam que ele estava engasgado”, reforça.

Ainda durante a gravação do vídeo a senhora Rita de Cássia afirma que no domingo, dia 25 de agosto, Flávio Cardoso da Silva, de 61 anos, foi novamente internado no Hospital Municipal de Itamaraju (HMI), quando foi exigido pelos parentes a realização do raio-X, que constatou o pedaço de osso ainda preso à garganta do comerciante. “Internaram ele [marido] e deram Dipirona e uma nebulização. Eu acompanhando o sofrimento dele chamei o médico e ele disse que sua parte já tinha sido feita. Por volta das 3h30 da madrugada ele sofreu uma parada (cardíaca) e não tinha médico para socorrê-lo. Um paciente que estava na mesma enfermaria saiu com o soro pendurado para pedir socorro. As enfermeiras tentaram reanimá-lo, não conseguiram. O médico só chegou uns 25 minutos depois”, desabafa.

“Aos prantos a mulher completa: “Meu marido morreu à mingua. Morreu jogado lá no hospital. Só não morreu sozinho porque eu estava com ele. Só estou denunciando, para que outras famílias não passem por isso”.

Até a manhã desta sexta-feira, dia 30 de agosto, a Secretaria de Saúde de Itamaraju não havia falado sobre o caso, mas agora com a gravação do vídeo, que é um pronunciamento público, aguarda-se a divulgação de uma nota para os próximos dias. (Por Ronildo Brito)

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