Prefeito de Itabuna afirma que vai reabrir comércio "morra quem morrer"

O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, anunciou que abrirá o comércio da cidade no próximo dia 9 de julho. De acordo com o gestor, o decreto de reabertura já está sendo preparado. Em um vídeo que circula pelas redes sociais, ele declarou: "Abre dia 9. Morra quem morrer”.

Fernando Gomes afirma, ainda, que o município dispõe de mais dez leitos disponíveis para o tratamento de pessoas que apresentem sintomas graves da Covid-19, mas diz esperar que ”daqui para lá diminua essa situação nesses oito dias”.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Itabuna tem o quinto maior coeficiente de incidência na Bahia, com 1.236 casos por 100 mil habitantes, além de ser o sexto município com o maior número de casos ativos. A cidade já tem 2.767 casos confirmados da Covid-19 e 67 óbitos. 

Nas redes sociais, a fala do gestor repercutiu, ficando entre os assuntos mais comentados do Twitter, nesta sexta-feira, 2. “Governante que não segue a ciência, e erra, comete crime?”, questionou um usuário do Twitter. 

Quem também comentou o assunto foi o deputado federal do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL). Segundo ele, “o prefeito de Itabuna mostrando que o vírus do bolsonarismo está se espalhando e destruindo o país. O principal sintoma é o desprezo pela vida dos brasileiros”. 

A situação epidemiológica do município está sendo usada como argumento contra a decisão e fala do prefeito. O público das redes sociais expôs dados como a quantidade de mortes, número de casos e de leitos ocupados para se posicionar contra a fala de Fernando Gomes. 

“É de uma sordidez e asquerosidade sem limites o pensamento do prefeito de Itabuna (Bahia). "Morra quem morrer", é a clara demonstração de uma política mortífera aos habitantes; nada de econômico, muito menos de sanitarismo. Desprezível! Repugnante!”, repudiou outro usuário do Twitter. 

O governador Rui Costa minimizou a declaração de Fernando Gomes, afirmando que o gestor tem se sentido pressionado a retomar as atividades econômicas do municípios. (A Tarde)

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