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Pesquisa mostra que polarização nas redes sociais não se reflete na população em geral

Da redação TH

Apesar da massiva polarização política nas redes sociais entre esquerda e direita, 6 em cada 10 brasileiros se consideram de centro ou indefinidos. Isto é o que mostra a pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a escola de formação política, RenovaBR. Dos 2.500 brasileiros entrevistados com mais de 16 anos em 72 municípios do país, 27% se consideraram centro, 24% de direita, 19% de esquerda e ainda 30% não souberam responder.

“A polarização se tornou algo tóxico ao debate político, principalmente porque impede que debates importantes aconteçam de forma produtiva. Dentro do Congresso, das Assembleias e das Câmaras Municipais é fundamental que governantes possam vencer as bolhas ideológicas para sentar e conversar sobre os problemas do país, para a efetiva solução por meio de políticas públicas”, afirma Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR.

A pesquisa realizada entre 31 de julho e 7 de agosto de 2020, mostrou ainda que apesar da pouca identificação da população com os perfis ideológicos, há contradições em relação a temas discutidos na sociedade. A maioria dos entrevistados (65%) concordam que o Estado deve intervir na economia, mas, em relação a privatização de estatais, o porcentual fica bem dividido, com 49% favoráveis e 51% são contrários. Em compensação, 72% são favoráveis a parcerias público privadas, enquanto a metade (52%) acredita que a gestão de serviços públicos deveria ser feita apenas pelo governo, sem influência das empresas privadas.

"Para além da coloração ideológica, a sociedade mostra bom senso. Ou seja, revela disposição para o diálogo e lugar para o contraditório", diz Renato Meirelles, presidente do Locomotiva. "Quanto à presença do Estado na vida do cidadão, acho que o resultado reflete, principalmente, um desejo de contrapartida, de serviços eficientes, que podem, inclusive, ter a participação da iniciativa privada".

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