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Baiano e Nordestão seguem indefinidos após paralisação de competição nacionais

Primeiro, jogos pontuais com portões fechados. Agora, na mesma linha do que acontece em várias partes do mundo com relação a eventos esportivos, o futebol também vai parar no Brasil.

Por conta da pandemia do coronavírus, a CBF anunciou neste domingo, 15, a suspensão de todas as competições de futebol de âmbito nacional em andamento: Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro Feminino séries A1 e A2, Campeonato Brasileiro Sub-17 e Copa do Brasil Sub-20. A decisão vale a partir de segunda, 16, e tem prazo indeterminado.

Não há ainda definição quanto a algumas competições estaduais e a Copa do Nordeste – o Campeonato Mineiro é um exemplo de torneio que já anunciou a paralisação. A CBF vai ouvir as entidades locais para chegar a mais decisões. No caso da Federação Baiana de Futebol (FBF), a assessoria de imprensa informou que haverá, na segunda, uma reunião para saber se o Campeonato Baiano continua ou não. Em Salvador, já há o decreto que proíbe eventos com mais de 500 pessoas.

Quanto ao torneio regional, o presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha, informou que está marcado para a terça-feira, 17, às 14h, em Recife, um encontro com os clubes. Eles precisarão chegar a um entendimento e a posição será passada para a CBF, que, como organizadora da Copa do Nordeste, terá a palavra final.

“Minha opinião pessoal, por questão de calendário, é que os jogos continuem, mesmo com portões fechados”, afirmou Eduardo Rocha, que garante que clubes como Santa Cruz e América-RN concordam com sua ideia. Já o Bahia promete se posicionar oficialmente ainda nesta segunda, mas, pelo que a reportagem apurou, o clube entende que a saúde pública está em primeiro lugar. Ou seja, deve se manifestar a favor da suspensão dos jogos. O Vitória prefere esperar a decisão da Liga e da FBF.

Outros clubes já protestaram, hoje, contra a continuidade dos campeonatos. No Gauchão, os jogadores do Grêmio entraram em campo vestindo máscaras. Já no clássico carioca entre Fluminense e Vasco, num Maracanã sem torcida, os atletas, simbolicamente, colocaram os braços à frente da boca antes de a bola começar a rolar.

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