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Avanços científicos vêm aliando agilidade e humanização na Polícia Técnica de Teixeira de Freitas

O Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas, com base de atendimento em 13 dos 21 municípios do extremo sul da Bahia, vem aperfeiçoando e unificando a unidade com projetos inovadores e eficientes pela melhoria dos serviços ofertados. A unidade tem ganhado com a interiorização da polícia científica, a sua independência na realização de exames mais complexos, que antes eram somente realizados em Salvador, em muitos casos demoravam até 1 ano para que o laudo fosse expedido e, hoje muitos exames com maior grau de exigência científica já são realizados no DPT de Teixeira de Freitas com prazo máximo de expedição de laudo de apenas 30 dias, tanto que a unidade local avançou na resposta de pericias executas em relação as solicitadas e ganhou também, no número de pessoal, onde hoje são 4 peritos criminais, 4 peritos médico-legais e 5 peritos técnicos.

O coordenador regional do Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas, o perito criminal Flávio Sampaio, que tem trabalhado para atuar dentro do novo perfil de criminalidade, teve grandes conquistas nos últimos tempos, inclusive absorvendo perícias de identificação de veículos, que antes, a demanda local só era feita em Salvador, embora ainda se objetiva a conquista de um pátio coberto. A identificação de substâncias proscritas (drogas), também agora é feita no próprio laboratório do DPT local, um trabalho que antes demorava até 1 ano e foram muitas das vezes o motivo que levou os juízes a soltarem os acusados por falta de materialidade, mas atualmente é feito em 30 dias.

O coordenador Flávio Sampaio informa ainda que a Polícia Cientifica local também avançou com a perícia de identificação por digitais, onde já realiza a perícia de papiloscopia que é uma ciência que se baseia nos desenhos formados pelas cristas papilares encontradas nas pontas dos dedos, na palma das mãos e na planta dos pés, onde, o perito papiloscópico faz uma análise do ambiente e tenta interpretar o fato ocorrido, por onde o meliante possivelmente passou e tocou, deixando suas impressões ou mesmo fragmentos digitais, palmares e também as plantares.

Outro avanço do DPT de Teixeira de Freitas, segundo o coordenador Flávio Sampaio, é a perícia necropapiloscópica que é o reconhecimento da identificação individual do cadáver, por meio de suas impressões papilares, que trata-se da prova datiloscópica, que estabelece com segurança a identidade do cadáver para fins médico-legais, criminais, judiciários, além de casos de presos, indigentes e desconhecidos. Somente os Arquivos Datiloscópicos evitam que seres humanos sejam sepultados como “cadáver desconhecido”.

O coordenador Flávio Sampaio ainda informa que o Instituto Médico Legal do Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas também já realiza exames de conjunção carnal durante a noite e não existe mais a possibilidade da vítima ficar esperando para o outro dia e correr o risco dela se perder nos vestígios. Informou que está em andamento os projetos para construção do stand de tiros para testes e coletas de identificação de projeteis de armas oriundas de eventos delitivos e o pátio coberto para a realização de perícias automotivas. Bem como o projeto, ainda em fase de estudo, que possa vir possibilitar um convênio com o Banco de Órgãos do Estado a fim de favorecer o transplante de córneas, mas, antes, sobretudo, é necessário investimento na infraestrutura do DPT.

O perito criminal Flávio Sampaio, coordenador regional do DPT – Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas, também vem trabalhando no intuito da implantação do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) que constituirá no exame dos corpos de pessoas que morrerem sem assistência médica ou por causas naturais desconhecidas, excluídas aquelas que foram vítimas de violência. No entanto, se conquistou no município, até então, a Portaria nº 15 de 26 de setembro de 2018, assinada pelo prefeito Temóteo Alves de Brito (PSD), que autoriza a Secretaria Municipal de Saúde através das Unidades de Saúde da Família de Teixeira de Freitas que todos os óbitos ocorridos sem assistência médica e sem suspeita aparente de violência dentro das áreas de cobertura das referidas unidades durante os dias úteis de segunda a sexta no horário das 07 às 17h, deverão ser atendidos, declarados e estabelecidos pelos profissionais médicos das respectivas Unidades de Saúde da Família, ou seja, em caso de morte nestes moldes descritos “naturais” o Instituto Médico Legal não precisa realizar exame de necropsia para identificar a causa.

A medida passou a evitar aquela constante angustia da família enlutada e veio a proporcionar agilidade e humanização, poupando o trabalho dos peritos e reduziu os custos, inclusive com combustível, remoção e material utilizado nos exames. Entende-se que com a portaria em vigor, além do ganho no sentido do consolo e o direito legítimo de poder velar seus entes queridos com mais dignidade, prevaleceu também o fator econômico para ambas as partes. (Por Athylla Borborema/foto do Sollo)

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