Desmatamento: Nestlé pode parar de comprar carne e cacau produzidos na Amazônia

A Nestlé está avaliando se continuará comprando subprodutos de carne e cacau da Amazônia. A empresa, que possui 31 fábricas no Brasil, informou que está “profundamente preocupada” com a devastação da floresta.

A multinacional alimentícia pode se juntar às 18 marcas internacionais de vestuário que cancelaram a compra de couro brasileiro e começaram o boicote por causa do aumento do desmatamento e das queimadas na Floresta Amazônica. 

“Desenvolvemos o Padrão de Fornecimento Responsável da Nestlé, que nossos fornecedores precisam respeitar e aderir em todos os momentos. Se forem identificadas lacunas, nos envolvemos com os fornecedores para entregar planos de mitigação e rastrear a eficácia das ações tomadas”, afirmou a Nestlé. Os produtos que estariam nesse rol são, principalmente, o óleo de palma, soja, carne e cacau.

“Nos comprometemos com a Moratória da Soja da Amazônia, um acordo voluntário liderado pela indústria para garantir que, desde 2006, os comerciantes não comprem soja cultivada na Amazônia em terras desmatadas. Nós também monitoramos nossos fornecedores de carne por meio de monitoramento por satélite”, garantiu a multinacional que está desde 1921 no Brasil. A empresa é responsável por 20 mil postos de trabalho diretos e 200 mil indiretos no país.

Águas

Mesmo destacando seu compromisso com a região amazônica, a Nestlé tem sido alvo de críticas desde 2014 por causa de sua política em relação às águas no Brasil. Durante o Fórum Internacional das Águas, em 2018, a companhia sofreu protestos por querer privatizar o aquífero Guarani com a aprovação do então presidente Michel Temer. (Agência Brasil)

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