MST acusado de comandar ataque contra residência e pertences de família reintegrada em Prado

Por Ronildo Brito e colaboração de Ornes Júnior

Na quinta-feira, 27 de agosto, uma equipe do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), acompanhada de policiais militares do Prado, deu posse de um lote no assentamento Jaci Rocha a uma família que havia sido expulsa meses atrás pela liderança regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O retorno teria acontecido após um mandado de reintegração de posse decretado pela Justiça.

Alguns assentados teriam dado suporte para que a família se restabelecesse no local, o que teria irritado as lideranças do MST. A dona do lote é Maria Aparecida e o motivo da sua expulsão teria sido desavenças políticas e por ela defender a titulação livre da área.

O que inicialmente parecia um ato de descontentamento descambou para uma violência sem precedentes, incluindo agressões aos novos assentados, como eles mesmo denunciam através de vídeos postados nas redes sociais, queima e destruição da residência da família, queima de uma pequeno trator da propriedade e até destruição de uma motocicleta. “Saímos corridos de nossa casa, eu e minha esposa estamos com a roupa do corpo e até o auxílio emergencial que ela recebeu foi queimado. Precisamos de ajuda das autoridades”, pede Temir dos Santos.

Os autores do ataque não seriam pessoas do assentamento Jaci Rocha, mas os moradores expulsos asseguram que eles estavam sendo coordenados pelo MST. Para expulsar Maria Aparecida e seus familiares da propriedade, teriam sido feitas várias ameaças.

Procurada pela reportagem a direção regional do MST afirma não ter relação com o ocorrido, ao tempo em que repudia  qualquer ato de violência, se colocando à disposição para elucidação do caso .

Sobre os motivos que levaram a expulsão de Maria Aparecida do assentamento, Paulo César ‘PC’, da liderança estadual dos sem terra, diz que tudo começou após envolvimento de parentes da assentada com atos ilícitos, o que estaria trazendo transtornos entre os demais moradores da área.

A Polícia Civil do Prado já tomou conhecimento sobre o ataque ocorrido no assentamento Jaci Rocha e os caso deve ser investigado pelo delegado Kleber Gonçalves, titular da Polícia Civil no município.

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