"Dá uma linguada": Vereador faz sugestão esbrúxula pra mulher conseguir voto do marido em Itanhém

Da redação TH

Uma reportagem do site Água Preta News postada na manhã desta quarta-feira, 8 de setembro, viralizou nas redes sociais é um dos assuntos mais comentados nos grupos regional de Whatspp.

Segundo reportagem do sítio com sede em Itanhém, um vereador do distrito de Ibirajá, um dos maiores colégios eleitorais do município, encontrou uma forma inusitada de tentar reconquistar o voto de um antigo aliado, pedindo à mulher do mesmo “que fizesse um sexo apimentado com o marido dela, um tal de matinê”, que, no contexto, entende-se tratar-se de sexo oral.

Primeiro, o emedebista Gelson Picoli conseguiu, na prefeitura, um emprego temporário para a mulher de 34 anos, que passou a trabalhar numa barreira da Covid-19, monitorando veículos e pessoas que seguiam do distrito para a cidade de Vereda. Mas o marido dela, de 48 anos, que já havia votado no vereador em eleições anteriores, decidiu não apoiá-lo este ano. Gelson, então, não viu outra saída, se não pedir à mulher para dar um tratamento especial ao marido na cama.

“Hem? Moça, você tinha que dá uma namorada bem gostosa com (***), faz um matinê aí bem gostoso, dá uma linguada bem dada nele aí e traz esse homem de novo, moça, pra nós”, disse Gelson Picoli, via WhattsApp.

O vereador, entretanto, não esperava que a mulher mostrasse o áudio ao marido que, claro, não gostou nem um pouco da nova forma como o vereador quis cooptar o seu voto.

“Como um cara, representante de Ibirajá vem com uma conversa dessa, conversa fiada, um trem desse aí é conversa fiada, isso não existe, veio aqui me pedir desculpa, eu não aceitei e não aceito, pronto, eu não aceito. Sempre fui do lado deles e as reuniões que eles fazem é só cachalada e carne assada, só dá briga, só está dando caso de polícia, pancadaria, por causa do vereador que temos aqui dentro, por causa do vereador Gelson Picoli”, disse o eleitor.

O homem disse ainda que antes da proposta do sexo especial, o vereador tentou comprar o seu voto com uma bateria de moto e um emprego temporário.

“O irmão dele veio me dar a bateria de minha moto, que custa 155 reais. Que homem sou eu para me vender por 155 reais? Eu tenho minha dignidade, quem é ele e o irmão dele? Isso não existe, votei nele [na eleição passada], agora quer me comprar por 155 reais, uma bateria de moto, isso não existe, isso é uma vergonha pra ele pra ser um representante de Ibirajá pra vim fazer uma coisa dessa aqui. Veio me dar empreguinho também de três meses e eu não quis. Por que não me deu emprego no início da política? 12 anos que eu acompanho ele, agora no final quer me dar emprego. Ele não teve respeito nem por mim nem por Verônica, entendeu?”, desabafou.

Procurada pela reportagem, a mulher disse que “Gelson Picolli quase acabou com meu relacionamento com Vanderley por causa do áudio que ele mandou”.

As gravações, sendo a vazada pelo WhatsApp e versão do eleitor cooptado foram postadas pelo Água Preta News e diversos outros veículos de comunicação da região estão replicando os tais conteúdos.

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