Morre o radialista Mário Lúcio por complicações da Covid-19 em Teixeira de Freitas

Por Athylla Borborema

Morreu na tarde desta quarta-feira (31/03), o tradicional radialista Mário Lúcio numa Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Campanha de Teixeira de Freitas, vítima de complicações da Covid-19. Ele deu entrada contaminado pelo novo coronavírus e se sentindo muito mal no início da tarde do dia 19 de março na UPA – Unidade de Pronto Atendimento de Teixeira de Freitas e se internou no dia seguinte no Hospital de Campanha, no último dia 20 de março de 2021.

O radialista Mário Lúcio Moreira de Oliveira, 61 anos, era natural de Nanuque, cidade do nordeste de Minas Gerais. Mas se radicou em Teixeira de Freitas no início da década de noventa e na Rádio Caraípe FM, emissora da Rede Sul Bahia de Comunicação foi onde construiu a sua história.

No rádio ele começou como repórter policial e depois como apresentador do Jornal do Meio-Dia da Rádio Caraípe FM. Conhecido pela sua voz grave, adquiriu uma grande popularidade regional por causa da sua atuação como locutor. Em 2002, foi candidato a deputado estadual e foi o mais votado de Teixeira de Freitas, mas não se elegeu. Em 2006, foi candidato a deputado federal e chegou à segunda suplência da sua coligação partidária.

Em 2012, Mário Lúcio resolveu se aposentar da carreira no rádio e se mudou para a cidade litorânea de Alcobaça, onde ocupou a função de secretário Municipal de Obras na gestão 2013/2016 e retornou ao cargo na gestão 2017/2020. Nas últimas eleições municipais foi candidato a vereador em Alcobaça pelo PSD, mas ficou na 28ª colocação entre os candidatos, com 151 votos e não se elegeu.

Atualmente ele se dedicava na cidade de Alcobaça ao seu veículo de comunicação na rede mundial de computadores, uma rádio web, denominada de “Nativa FM''. O radialista Mário Lúcio deixa esposa e três filhas. A morte do radialista deixa a população regional consternada e de certa forma, lamentando a sua perda de forma prematura, após perder a guerra para um vírus invisível que já fez mais de 300 mil vítimas fatais no Brasil.

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