Policial civil é preso e delegado afastado suspeitos de tráfico de drogas na Bahia

Informações: SSP/BA

A Operação Casmurro, deflagrada na manhã desta quarta-feira (2), pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e das Promotorias criminais e de patrimônio público de Seabra, em conjunto com a Força Tarefa de combate a crimes praticados por policiais civis e militares, da Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), prendeu um agente da Polícia Civil e afastou um delegado e dois agentes por envolvimento com o tráfico de drogas. A ação ocorreu nos municípios de Seabra e Cachoeira.

O Colegiado formado na Vara Crime da Comarca de Seabra também Autorizou quatro mandados de buscas e apreensões em endereços residenciais e na sede da Coorpin. A nova fase tem o objetivo de apurar a participação de policiais civis nos crimes de tráfico de drogas e associação, lavagem de dinheiro, fraude processual, entre outros delitos. De acordo com o corregedor-geral da SSP, Nelson Pires, foram apreendidas armas de fogo, celulares e documentos referentes à aquisição de imóveis e outros bens.

A operação apurou fortes indícios da prática de tráfico de drogas por  policiais civis lotados na 13ª Coorpin, em Seabra. Investigações da Polícia Civil descobriram, em junho de 2020, uma extensa plantação de maconha no Povoado de Baixio da Aguada, zona rural de Seabra, com previsão de colheita de três toneladas da droga. 

A investigação revelou que os traficantes e os policiais, com o intermédio de um empresário local com grande influência na Polícia local, fecharam estabeleceram uma propina de R$220 mil e a droga apreendida não foi completamente incinerada. Assim, os policiais permitiram a colheita do restante da droga, e ainda ajudaram a transportá-la dentro das viaturas da polícia, para armazenamento em propriedade rural do empresário, até que fossem finalmente enviadas para a cidade de Salvador. 

A segunda fase contou com a participação de cerca de 40 policiais civis e militares. Já a primeira parte da operação, ocorrida em abril, cumpriu mandados contra três policiais civis e um homem não-policial, que também integrava o grupo criminoso.

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