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É difícil prorrogar os mandatos, mas prefeitos vão brigar até o fim

Glademir Aroldi, ex-jogador de futebol, zagueiro, que chegou a passar um tempo no Bahia quando Paulo Maracajá era presidente, ex-prefeito de Saldanha Marinho, no Rio Grande do Sul, hoje presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), tem sólidos argumentos objetivos e concentuais para defender a prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

Diz que o ato significaria uma economia para o Brasil da ordem de R$ 3,5 bilhões, só com os gastos oficiais de campanha. E também que o modelo político brasileiro é particularmente perverso:

— O Brasil não suporta essa de eleições de dois em dois anos. Um ano a gente faz políticas públicas, no outro política partidária. É muito nocivo para o interesse público.

Barreiras — Os argumentos são plausíveis. Mas eis a questão: e a PEC que prorroga os mandatos passa?

Até Aroldi, que ontem estava na Marcha dos Prefeitos, em Salvador, admite que é difícil. Assim como o senador Otto Alencar (PSD-BA), que afirma a justeza da causa, mas diz que o problema está na Câmara:

— A pauta está carregada, com as reformas da Previdência e tributária. E a PEC teria que ser aprovada até outubro.

No elenco de entraves, os prefeitos citam até os interesses dos deputados em Brasília. Se diz que César Maia, pai de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, tem 6% das intenções de voto no Rio. Ele iria deixar o papai na mão? (Levi Vasconcelos/A Tarde)

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