Mucuri é um município falido e deve R$ 139 milhões somente ao INSS, diz prefeito Robertinho durante coletiva

Da redação TH

O prefeito de Mucuri, Roberto Figueiredo Costa ‘Robertinho’ (DEM), convocou a imprensa regional para uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, 14 de janeiro, no plenário da Câmara Municipal. Em pauta a situação caótica como ele herdou o município da gestão anterior, com sucateamento de equipamentos em todas as secretarias, salários e 13º dos servidores em atraso e a dívida de R$ 139 milhões com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Por causa do débito milionário de Mucuri com o INSS, segundo o gestor, o primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) já foi bloqueado. “Somente de janeiro a dezembro de 2020, o ex-gestor descontou dos servidores e não repassou ao INSS a quantia de R$ 26 milhões. Ele [Carlos Simões] não pagou nenhum mês de 2020”, relatou.

Ainda segundo Robertinho a ex-gestão descontou dos salários do funcionalismo público as parcelas de empréstimos consignados dos meses de outubro, novembro e dezembro e não repassou às instituições financeiras. “Além do INSS e consignados o ex-gestor deve a audácia de descontar parcelas do plano de saúde dos funcionários e não pagou à Unimed”, informa.

Em relação ao sucateamento da estrutura administrativa o prefeito Roberto Figueiredo citou o exemplo da Secretaria Municipal de Saúde, que foi deixada com toda a frota de veículos, inclusive ambulâncias, sucateada, PSFs sem funcionar e sem medicações básicas.

Salários

Sobre os salários dos servidores o prefeito Roberto Figueiredo Costa ‘Robertinho’ (DEM), assumiu o compromisso de pagar janeiro até o último dia do mês, para a partir daí encontrar uma saída legal de pagamento de dezembro e 13º deixados em atraso pela gestão anterior. “Primeiro tenho a obrigação de pagar o primeiro mês da minha responsabilidade e isso vou fazer até 31 de janeiro. A partir daí deveremos encontrar uma saída legal para pagarmos dezembro e o 13º não pagos pelo prefeito que me antecedeu”, assumiu.

O maior problema para que esses pagamentos sejam efetuados, além da dificuldade financeira, de acordo com o chefe do Executivo Municipal de Mucuri, é o fato dos vencimentos não terem sido deixados empenhados. “A gestão anterior fez o que pode para tentar inviabilizar a nossa administração. A minha equipe contábil está debruçada nos papeis e empenhada com a Procuradoria, tentando encontrar as documentações que nos foram negadas. Tenho compromisso com os servidores e garanto a eles que um grande esforço está sendo feito para que todos recebam o que é de direito”, afirmou.

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