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Opinião: Caio Checon no PSD e Temóteo Brito no PSL, será?

Desde o início dessa semana que começaram surgir comentários nos bastidores políticos de Teixeira de Freitas acerca de um suposto convite feito ao pré-candidato Caio Checon, para que ele deixasse o Solidariedade e assumisse o PSD no município. Checon participou de um encontro do Social Democrático ocorrido em Salvador, deixando mais evidente o ‘namoro’ com a sigla, que na Bahia é comandada pelo senador Oto Alencar.

Ao longo da semana, após os diversos comentários, Caio Checon postou um vídeo em sua conta no Facebook e confirmou não somente o encontro, mas também o convite para que ele assumisse de vez o PSD em Teixeira de Freitas. Como o prefeito Temóteo Brito foi eleito pela sigla, o anúncio não deixou de criar um mal-estar entre os temotistas, que logo buscaram um novo lugar ao sol.

Nesta quinta-feira, 9 de maio, dia em que Teixeira de Freitas completou 34 anos de emancipação política, circulou nas redes sociais um vídeo feito em Brasília onde Temóteo Brito aparece ao lado da deputada federal Dayane Pimentel, principal liderança política do PSL na Bahia. Em clima aparentemente festivo, há cumprimentos cordiais e mútuos, com Pimentel prometendo visita a Teixeira de Freitas e Alcobaça, já que o prefeito Léo Brito, filho de Temóteo, também aparece no encontro. (assista vídeo no final)

A audiência com Dayane Pimentel, apesar de ter sido em tom administrativo, já que são comentados assuntos como emendas parlamentares durante a gravação, articuladores políticos do governo Temóteo Brito não confirmam, mas também não descartam uma “revoada” para a nova legenda de Bolsonaro. Três vereadores teixeirenses, Ronaldo Cordeiro, Jóris de Gel e Bernardo Cabral, além do ex-vereador Gonzaga, esse que é presidente do diretório do PSL em Teixeira de Freitas, também aparecem na filmagem.

Se confirmadas as mudanças aconteceria uma troca radical de posicionamentos políticos no município. Se for para o PSD o pré-candidato Caio Checon deixa sua tendência de direita e desembarcará de vez no grupo do governador Rui Costa e no caso de Temóteo Brito, aconteceria o contrário: - sairia do grupo do chefe do Executivo estadual para ser candidato à reeleição com a chancela do PSL de Bolsonaro, sigla que Rui não gosta nem de ouvir falar.

As perguntas são: 1) Caio Checon ganharia algum voto da esquerda, já que ele sempre criticou Rui abertamente? 2) O PT de Rui fecharia questão em torno de Checon ou lançaria candidato próprio? 3) Temóteo Brito venceria sua rejeição de mandato e conseguiria ‘surfar’ na onda Bolsonaro?

As respostas ficarão a cargo do tempo, mas estão esquecendo de uma tendência muito mais forte do que Rui ou Bolsonaro: -A ‘onda’ do novo.

E tem mais: - Antecipar uma disputa para 2019 numa eleição que vai acontecer somente em 2020 pode não beneficiar ninguém e prejudicar quem não deveria ser prejudicado, que é o município de Teixeira de Freitas.

Dizem que política deve ser feita por políticos e analisada por pensadores. Como não sou nem um e nem outro, deixo aqui uma frase de Cláudio Müzel...

“Em política, algumas pessoas discutem partidos, outras discutem princípios”.

Ronildo Brito é radialista, graduado em gestor ambiental, empreendedor digital, graduando em jornalismo e editor de política do Teixeira Hoje.

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